"Ansiedade" não é um diagnóstico único — é um grupo de perturbações com características distintas. Compreender as diferenças ajuda a escolher o melhor tratamento e a deixar de pensar que "o problema é só meu".
As principais perturbações de ansiedade
Perturbação de Ansiedade Generalizada (PAG)
Preocupação excessiva e difícil de controlar sobre múltiplos temas (trabalho, saúde, família, finanças), presente na maioria dos dias durante pelo menos 6 meses. Acompanhada de fadiga, tensão muscular, irritabilidade e dificuldades de sono.
Perturbação de Pânico
Episódios súbitos e intensos de medo extremo (ataques de pânico), com sintomas físicos intensos como palpitações, falta de ar, dor no peito e sensação de morte iminente. O medo de ter novos ataques pode levar ao evitamento de situações e espaços.
Fobia Específica
Medo intenso e desproporcionado de um objeto ou situação específica: alturas, animais, sangue, aviões, injeções, entre outros. A pessoa evita ativamente o estímulo ou suporta-o com enorme sofrimento.
Perturbação de Ansiedade Social
Medo marcado de situações sociais onde a pessoa pode ser observada ou avaliada pelos outros. Inclui falar em público, comer em frente a outros, interações com desconhecidos. O medo centra-se na humilhação ou no julgamento negativo.
Agorafobia
Medo de situações de onde seria difícil escapar ou onde ajuda não estaria disponível: transportes públicos, espaços abertos ou fechados, multidões, estar fora de casa sozinho. Pode desenvolver-se após ataques de pânico recorrentes.
PSPT — Perturbação de Stress Pós-Traumático
Surge após exposição a evento(s) traumático(s). Inclui revivências (flashbacks), pesadelos, evitamento de recordações, hipervigilância e alterações negativas do humor. Pode ocorrer semanas ou meses após o trauma.
Como diferenciar os tipos?
A distinção entre perturbações é feita por um profissional de saúde mental através de entrevista clínica e, quando indicado, instrumentos de avaliação validados. Não tente autodiagnosticar-se com base em listas de sintomas — o contexto e a história de vida são fundamentais.
Reconhece-se em algum destes padrões?
A avaliação clínica é o caminho mais seguro para perceber o que se passa e começar a mudar.
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